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Sem dúvida: A economia conectada é a próxima revolução econômica. Nos próximos anos, vai oferecer oportunidades sem precedentes para empresas e melhorar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Na verdade, a revolução já está em curso.

"Ao longo das últimas décadas, temos crescido para além da economia industrial, para a economia da tecnologia da informação e para a economia da Internet, cada uma das quais resultou em pontos de inflexão significativos em crescimento e prosperidade", diz Vivek Bapat, vice-presidente global da SAP para portfolio e marketing estratégico. "Agora nós estamos olhando para a economia conectada". Essa nova economia, resultante de uma convergência entre economias que a antecederam catalisada por uma nova era de hiper-conectividade, está criando novas e espetaculares oportunidades para a inovação.

E, como qualquer revolução, a economia conectada vai ser grande. Muito grande.

"Nos próximos 10 a 15 anos, tem o potencial de dobrar o tamanho do produto mundial bruto", diz Bapat. A SAP estima que a economia conectada representará um valor econômico de pelo menos 90 trilhões de dólares.

Três perguntas - e respostas - sobre a economia conectada

O que exatamente é a economia conectada? É um tipo emergente de ambiente econômico decorrente da digitalização das conexões em tempo real, rápida, multicamada, altamente interativa e em tempo real entre pessoas, dispositivos e empresas.

O que está impulsionando a economia conectada? Durante a última década, o mundo tem visto mudanças significativas na forma como as pessoas e empresas se conectam entre si. As redes sociais permitiram que milhões de pessoas colaborassem em uma variedade de maneiras. Enquanto isso, as redes empresariais têm possibilitado novos tipos de comércio sem atrito. Agora, essas duas tendências estão convergindo, catalisada pelo aumento exponencial da rede de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT). Na verdade, Gartner prevê que o número de dispositivos conectados na Internet das Coisas vai aumentar cerca de 30 vezes em pouco mais de uma década, passando de cerca de 900 milhões de dispositivos conectados em 2009 para mais de 26 bilhões em 2020.

"O número de conexões entre pessoas - redes empresariais, redes sociais - todas têm crescido ao longo dos últimos 10 anos", diz Dinesh Sharma, vice-presidente de marketing para a Internet das Coisas da SAP. "Agora as empresas, processos, dados e coisas - tudo - podem ser conectados em uma rede. Que está transformando tudo".

O que empresas devem fazer para prosperar na economia conectada? Primeiro, elas devem entender que seus clientes, funcionários e parceiros de negócios esperam que eles sejam móveis, sociais, sempre e continuamente conectados. (Aqueles que ainda não estão pensando sobre esse requisito devem ter em mente que seus concorrentes estão correndo atrás disso.) Mas enquanto, a computação social móvel e a nuvem ajudam a estabelecer as bases para a economia conectada, é importante para as empresas entender que este revolucionário ambiente econômico vai muito além dessas tecnologias, criando novas oportunidades sem precedentes para a colaboração e personalização.

Igualmente importante: As empresas devem aceitar e envolver totalmente tanto redes empresariais internas como externas. "Acreditamos que, modelos de negócios disruptivos e revolucionários são agora possíveis com essas conexões digitais em tempo real entre pessoas, empresas e dispositivos", diz Bapat. Empresas pioneiras na área, que aproveitaram essas redes para criar novos modelos de negócio incluem Airbnb, o serviço de hospedagem; Google Waze, um aplicativo que permite que motoristas compartilhem em tempo real informações sobre o transito e as ruas; e Uber, um aplicativo móvel que conecta pessoas que procuram táxis ou serviços para compartilhar transporte.

As empresas devem também reconhecer e aproveitar, uma das maiores e mais imediatas mudanças da economia em rede: a convergência das redes de empresas e de consumidores. "Eles costumavam estar totalmente separados", diz Bapat. "Agora estamos vendo uma dissolução desses tipos de fronteiras".

Por exemplo: Uma empresa buscando uma peça específica para uma máquina, hoje pode buscar no maior mercado voltado para o consumidor - eBay. "Uma empresa tradicionalmente tinha sua própria rede limitada de fornecedores", explica Bapat. "Agora a tecnologia pode facilmente estender a pesquisa para uma rede como o eBay. Isso aumenta drasticamente o número de opções disponíveis e cria novas oportunidades para a economia".

Três Pilares da economia conectada

A SAP identificou as três principais áreas onde a economia conectada está tendo, ou em breve terá, maior impacto. Elas são:

- Ganhar a fidelidade do cliente

- Possibilitar a Inovação Aberta

- Aumentar a Otimização de Recursos

  1. GANHAR A FIDELIDADE DO CLIENTE.A economia conectada já está ajudando as empresas a oferecer experiências melhores e mais personalizadas a seus clientes. Mas há muito mais oportunidades no horizonte próximo. Por exemplo, Bapat diz que uma máquina de lanches "inteligente" poderia reconhecê-lo e oferecer opções de bebida com base no conhecimento que tem de suas preferências: coca cola dieta com limão, chá gelado sem açúcar, água ou outra bebida de sua preferência. Esta capacidade de entrega personalizada possibilita vendas casadas e promoções. E a informação é enviada diretamente de volta para a cadeia de suprimentos da empresa, permitindo produção e logística mais precisas com base nas compras que são feitas em tempo real.

Isso é apenas um exemplo de como as empresas podem fornecer um tipo de serviço personalizado que vai ganhar a fidelidade de seus clientes. Durante a próxima década, o mundo verá inovações semelhantes em quase todos os setores, diz Bapat. "Na economia conectada, a personalização da experiência do cliente em quase todos os campos, desde o varejo até a medicina, será a tendência".

  1. POSSIBILITAR A INOVAÇÃO ABERTA. A economia conectada vai dar origem a formas inteiramente novas de trabalhar. "Vai mudar o contrato que existe há décadas, senão séculos, entre empregador e trabalhador", diz Bapat. "Todo o conceito de funcionários e sua relação com o negócio vai ser reinventado".

De certa forma, isso já está acontecendo, graças ao impacto da geração "Y" na forma de trabalhar. A geração Y - pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e o início dos anos 2000, agora em sua adolescência, 20 ou início dos 30 anos de idade - está substituindo rapidamente a geração mais velha, os "Baby Boomers" no local de trabalho. Hoje, a geração Y compõem 36 por cento da força de trabalho dos Estados Unidos; em 2025, eles serão 75 por cento.

Sendo a primeira geração de nativos digitais - pessoas que nunca conheceram o mundo sem computadores e da Internet - a geração Y é naturalmente conectada. Eles ficam completamente confortáveis em ambientes altamente conectados e colaborativos, como os existentes na economia conectada. Na verdade, eles prosperam lá. Essa é uma realidade que as empresas devem adotar para atrair os melhores funcionários e alavancar seus talentos para alimentar a verdadeira inovação.

Além disso, a economia conectada conta com o que os especialistas da SAP descrevem como uma nova moeda baseada no conhecimento e não na proximidade geográfica. "Essa ideia de que você precisa morar perto de onde trabalha pode não se aplicar mais", diz Bapat. "As empresas são, cada vez mais, capazes de adquirir conhecimento de qualquer lugar que possa estar a qualquer momento". Em outras palavras, diz ele: "O trabalho não é mais um lugar, e sim uma atividade". A adaptação rápida a essa mudança também ajudará as empresas a promover a inovação e, finalmente, ganhar vantagem competitiva.

  1. AUMENTAR A OTIMIZAÇÃO DE RECURSOS.A economia conectada possibilitará o uso mais eficiente de todos os tipos de recursos - o suficiente, acreditam os especialistas da SAP, para se deslocar de um mundo de escassez para um de abundância.

"Há capacidade oculta por todos os lados", observa Silva. "Nem sempre precisamos fazer mais coisas - só precisamos ser capazes de explorar a capacidade que já temos. A economia em rede vai nos permitir fazer isso".

Se há uma área em que a otimização de recursos é necessária com maior urgência do que em qualquer outra, é na agricultura. Projeções mostram a população da terra passando dos nove bilhões até 2050, um aumento de cerca de dois bilhões em comparação a hoje. Para alimentar todas essas pessoas será necessário aumentar a produção de alimentos em 70 por cento, de acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas. Mas, é claro, o mundo está ficando sem novas terras para a agricultura. A solução, diz Sharma: "A agricultura de precisão nos permitirá otimizar recursos, de modo a tornar possível a entrega de 70 por cento mais comida na terra que temos hoje".

O porto de Hamburgo, é um exemplo contínuo da otimização de recursos em ação. O porto alemão, entre os mais movimentados do Norte da Europa, queria expandir seu negócio de transporte, mas não tinha espaço para expansão física. Então, seus funcionários, buscaram maneiras de tornar mais eficiente o espaço existente. Em 2011, com a ajuda do SAP, o porto desenvolveu um sistema baseado em nuvem para coordenar melhor o trafego tanto em água como em terra com base em um fluxo constante de dados.

O resultado: "Toda a cadeia funciona de forma muito mais eficiente", diz Sharma. O porto, que movimentou nove milhões de contêineres em 2012, deve passar dos 25 milhões em 2025 - isso sem acrescentar espaço físico.

"A hiperconectividade está possibilitando que eles tirem mais do que já têm", conclui Silva. "A capacidade já existe. A economia conectada é a chave para libera-la".

A economia conectada: Enfrentando os Desafios

Como em qualquer revolução, a mudança para a economia conectada vem com um novo conjunto de perguntas que devem ser respondidas. A mais geral envolver a própria informação conectada.

"A economia conectada depende de informação, seja dentro de uma empresa ou resultante de uma transação ou vindo de alguém", diz Bapat. "As perguntas são: Quem possui essa informação? Como essa informação é compartilhada? É privada? É segura? Propriedade intelectual, privacidade e segurança - esses são alguns dos pontos de maior atrito em termos de crescimento".

Para os modelos de negócios existentes, os desafios imediatos incluem a preparação para receber a nova força de trabalho e identificar exatamente quais projetos para melhorar a experiência dos usuários ou otimizar a capacidade têm maiores chances de produzir retorno mais rápido sobre o investimento. O conselho de Bapat sobre por onde começar: "Busque áreas de ganhos rápidos - como cadeia de suprimentos, aquisição e utilização de ativos - isso pode nem ser visível para os clientes inicialmente, mas trará ganhos de eficiência e redução de custos".

Os potenciais benefícios da economia conectada superam quaisquer dificuldades de crescimento que possam acompanhar. Bapat resume desta forma: "Acreditamos que este é um grande ponto de inflexão, para o qual as empresas devem se preparar agora. As oportunidades tanto para eficiência quanto crescimento são enormes".

 

Fonte: MIT

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