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O presidente da Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu, Wagner Ferreira, foi entrevistado com o objetivo de esclarecer algumas questões relacionadas ao projeto de criação do Distrito Industrial de Bangu. O Conselho Diretor da ACERB está divulgando o projeto que já foi apresentado ao governador Sergio Cabral que se comprometeu com a instalação do distrito em Bangu. Leia a entrevista e tire suas dúvidas.

1- O que é o projeto de criação do Distrito Industrial de Bangu?
                       
Wagner Ferreira: O projeto de criação do Distrito Industrial de Bangu (DIB) está em consonância com o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro como um todo, e da Zona Oeste em particular.
 
2- Já foi feito algum estudo para esta criação?

WF: Este projeto nasceu de um estudo feito pelo Instituto de Economia da UFRJ (IE/UFRJ) coadjuvado pelas Associações Comercias de Bangu, Campo Grande, Realengo, Santa Cruz e o Distrito Industrial de Santa Cruz, que aponta que embora ainda haja uma predominância das atividades comerciais e de serviços, comparativamente com o Município do Rio de Janeiro a Zona Oeste é mais especializada em atividades industriais, tendo aumentado esta especialização entre 1998 e 2006. Segundo este estudo, já se percebe,hoje, na Zona Oeste a necessidade do adensamento da cadeia produtiva (setores ligados por relações de compra e venda) de metal-mecânica, por força da existência de um amplo conjunto de atividades, desde a produção de matéria prima (minério de ferro,cromo, níquel), o processamento de semi-acabados, laminados planos e longos, relaminados, trefilados e perfilados, até a fabricação de maquinas e equipamentos de artigos de metal para uso doméstico. Existe ainda na Zona Oeste um leque de setores demandantes de aço inox, tais como, os de alimentos e bebidas, químico e farmacêutico, editorial e gráfica.
 
3- Mas já não existem outros Distritos Industriais na Zona Oeste? Porque a criação de mais um ?
                         
WF: Existem hoje na Zona Oeste, os Distritos Industriais de Santa Cruz, Campo Grande, Paciência e Palmares que foram criados na década de 60 e já se encontram plenamente ocupados. Foram criados especificamente para médias e grandes empresas e em uma realidade econômica bem diversa dos dias de hoje.Portanto há uma carência de espaço para o desenvolvimento das micro e pequenas indústrias do setor metal mecânico desenvolverem-se adequadamente de forma a gerar efeitos significativos sobre as demais industrias locais, seja na qualidade de fornecedora de equipamentos, seja como fornecedora de insumos.Vale ressaltar que a Zona Oeste delimitada pelo estudo do IE/UFRJ engloba somente as quatro regiões administrativas compreendidas por Bangu, Campo Grande, Realengo e Santa Cruz, que representam mais de 30% da área do Município do Rio de Janeiro, e detém uma população de mais de 1,5 milhão de pessoas cujo IDH ainda se encontra abaixo do aceitável.
 
4- Porque em Bangu?
                          
WF: Segundo o Conselho Diretor da ACERB, a região de Bangu, em seus primórdios foi predominantemente industrial. A escolha do bairro como sede da Fábrica de Tecidos Bangu, trouxe novos ares para a população local que durante muitos anos teve nesta atividade fabril, a coluna vertebral dos seus sustentos. Fatores internacionais, problemas de gestão e a falta de políticas para o setor debilitaram de tal sorte a saúde deste empreendimento que o conduziram a um processo falimentar irreversível Com o seu declínio e posterior paralisação da atividade, decresceu também o orgulho do banguense, que viu a falta de planejamento e de políticas públicas recrudescer a invasão desordenada do solo e a transformação do nome do seu bairro em sinônimo de colônia penal, com todas as sequelas oriundas deste descaso político. A região de Bangu detém ainda grandes áreas livres que podem ser utilizadas para este fim.

5- Onde seria o DIB? E qual o seu tamanho?         
                         
WF: A área sugerida pelo Conselho Diretor da ACERB, ao governador Sergio Cabral, é uma área de aproximadamente 440.000m²,situada próximo ao nº 32000 da Av.Brasil,  com um dos acessos, hoje, pela Estrada da Cancela Preta.  
 
6- A quem pertence o terreno?
                          
WF: O terreno pertence à União, e está em poder do exército, mas é uma área sem nenhuma utilização, que acreditamos possa ser utilizada para este fim.
 
7- Quantas empresas poderiam ter o DIB?
 
WF: No planejamento do Conselho Diretor o DIB foi projetado para abrigar pequenas e médias indústrias, por isto nos estudos preliminares os lotes industriais devem ter em média 1000m², que são as dimensões mínimas para lotes deste gênero. Desta forma, descontando-se as áreas destinadas a ruas praças e outras benfeitorias, que girariam em torno de 35% da área total, o DIB poderia ter, em torno de, 286 empresas.
 
8- Que tipo de empresa ou indústria se instalaria no Distrito Industrial de Bangu?
                             
WF: A determinação de quais empresas  ou indústrias devem ocupar o DIB deve ser dada pelos orgãos apropriados para isto, que nós acreditamos que sejam o CODIN, a FIRJAN, mas que deveriam ter também a participação da FACERJ, ACRJ e o SEBRAE. Nosso desejo é que sejam predominantemente micro e pequenas.         
 
9- O que os moradores vão ganhar com o DIB?
                               
WF: Em um projeto desta envergadura, nos é difícil mensurar todos os benefícios trazidos aos moradores, mas podemos vislumbrar alguns que nos parecem evidentes: o primeiro deles seria a elevação do número de empregos na região, principalmente com a vantagem da proximidade residência-trabalho. O segundo seria a melhoria da infra estrutura, não só logística e viária como também a de serviços públicos. Adicionando-se a este processo os investimentos da iniciativa privada, teríamos como consequência o fortalecimento do comércio e serviços de toda a região, e o aumento da arrecadação de tributos. Se considerarmos que temos a possibilidade de atrair empresas de outros estados, que hoje já fornecem para o Polo Siderúrgico de Itaguaí, temos aí o fechamento do circulo virtuoso de atração de capitais para o nosso Município e para o Estado.
 
10- Existe mão de obra local para as empresas que irão instalar-se no DIB?
                         
WF: Isto ainda não podemos afirmar, pois não sabemos quais empresas virão, mas temos em nossa região instituições de ensino técnico públicas e privadas que se chamadas à ordem, envidarão o melhor de seus esforços.

11- O senhor gostaria de acrescentar algo mais?
                           
WF: Sim. A transformação do Projeto do Distrito Industrial de Bangu em realidade, trará novos ares a população local, e em consonância com os estudos apresentados pelo Instituto de Economia da UFRJ, consolidará a Zona Oeste como o Polo Metal Mecânico da Cidade do Rio de Janeiro.O Conselho Diretor da ACERB está trabalhando para isto.Muito Obrigado.

 

Fonte: ACERB acerb.org.br (Eder Cardozo)

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