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Ivonete, Tiãozinho e Pituca: esforço para que a história não se perca.

"Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado". Os versos de Paulinho da Viola caem como uma luva no trabalho de levantamento histórico que três integrantes da Mocidade Independente de Padre Miguel estão realizando. Capitaneado pelo compositor Tiãozinho Mocidade, o projeto inicial era reunir documentos que contassem a história da Velha Guarda da Mocidade.

— Depois, estendemos para a história da escola e para a do samba na Zona Oeste — conta a bibliotecária Ivanir Pereira, a Pituca.

Algumas preciosidades, aos poucos, foram surgindo, como o caderno de Mestre André, onde ele escrevia as letras dos sambas que concorriam na quadra desde 1964:

— Temos a ata com os preparativos para o carnaval de 1956, um ano depois de a escola ser registrada na liga oficial. Aparecem rifas para angariar fundos — acrescenta Ivanir.

Acervo ainda espera por sede

Gravações de sambas antigos, fantasias, fotos, troféus e jornais compõem o acervo. Por meio de um projeto do Iphan, em parceria com o Centro Cultural Cartola, o grupo já conseguiu que Ivo Lavadeira, fundador da escola, e Tião Miquimba, que criou o toque do surdo de terceira, fossem reconhecidos como patrimônios culturais imateriais do país.

— As próximas serão a Tia Remba, primeira porta-bandeira da escola, e Nice Maria, a primeira mulher a cantar sambas na quadra — diz Tiãozinho.

O acervo ainda não tem uma sede. O grupo espera que — com o sucesso do Movimento Pró-Casa de Silveirinha, que pretende transformar a casa onde morou o presidente da Fábrica Bangu em um centro cultural — o material seja levado para lá.

O grupo pede que as pessoas colaborem cedendo documentos. Contatos pelo telefone: 3337-8687.



Fonte: extra.globo.com (Bernardo Costa)

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