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O pé de poesias do escritor Darlan de Andrade foi tombado duas vezes. Primeiro pela prefeitura, que derrubou a antiga árvore seca, usada como uma vitrine de livros, diretamente no chão. E depois pelos próprios moradores de Padre Miguel, que se orgulham da nova espécie, cenográfica, onde o autor voltou a pendurar os seus livros para a venda.

A ideia de plantar versos de poesia no pé também foi cultivada pelo cenógrafo Clécio Regis, morador de Bangu, que doou a árvore cenográfica a Darlan. É que a árvore natural estava morta há cinco anos, o que levou ao corte.

— É importante o Darlan manter a literatura numa área onde há carência dela. E, assim, ele massifica a poesia — justifica Clécio.

E Darlan comemora:

— Acho até que o corte foi bom. Aumentou o movimento aqui em 20%, e a árvore virou uma nova atração cultural.

O número de obras diminuiu: são só 30

A nova safra dos livros "Mar de nós" e "Árdega" já está ao alcance de todos no novo pé de poesias de Darlan de Andrade, o autor. É que a árvore cenográfica, de dois metros de altura, é bem mais baixa em relação à natural, que tinha mais de cinco metros de galhos secos e mortos.

— Na de agora eu penduro 30 livros. Na outra, dava para botar mais de cem — compara Darlan, revelando o nome do próximo livro: "Pé de Poesias".

O escritor, que vende as suas publicações pendurando-as ali desde junho do ano passado, ainda encapa os livros com plástico. É para que resistam à ação do sol e da chuva, explica.

— A ideia de expor na árvore é de um amigo, Marcos Silveira, publicitário. Quando vi que o projeto também começou a formar leitores, me apaixonei — conta.

Darlan vende os livros na Rua Sofia, no Ponto Chic, todas as noites, das 19h às 23h. E aos domingos, dia de feira, das 9h às 15h.

 


Fonte: extra.globo.com / Bruno Cunha

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