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Tomaram sua "caixa de bombom, ô, do Serenata de amor, ô, quebrou a firma...Cesar Maia". Os versos do "Rap do trabalhador", um sucesso dos anos 90 sobre a repressão aos camelôs, estão vivinhos da silva na memória dos fãs. Assim como o autor da letra, Wellington Marcelino, de 42 anos, dado como morto cinco vezes. Mas agora ressurge no curta-metragem "MC Magalhães: uma lenda viva do funk".

O filme de MC Magalhães, como Wellington ficou conhecido, tem 15 minutos de duração e estreou na Lapa, no dia 28.

— Magalhães cantou a camada popular, que precisava do trabalho alternativo para sobreviver. Esse choque de ordem, na época, foi marcado pela violência. E ele se tornou um ícone dos anos 90 — diz o cineasta Marcelo Gularte, autor do curta em homenagem ao MC, batizado com o primeiro nome de Magalhães Bastos, onde vive.

Magalhães faz a alegria dos fãs no Calçadão de Bangu  Foto: Nina Lima / Extra (reprodução)

‘Não largo a minha vida de camelô’

Na boca do povo ele sempre está. Basta surgir no calçadão de Bangu em sua bicicleta que logo passa um gritando: "Magalhanzê!", em alusão aos versos do "Rap do trabalhador". Aí é que MC Magalhães canta e dança, cheio de sorrisos.

— Como já foi dado como morto umas cinco vezes, sempre que aparece é uma festa — conta o cineasta Marcelo Gularte, morador de Realengo, que vai levar o filme para festivais de cinema.

Mas a volta do sucesso não vai afastar MC Magalhães da venda de balas, bombons e chokitos.

— Vida de famoso é melhor do que a de anônimo, porque você é considerado por todo mundo. Mas eu não largo jamais a vida de camelô. Trabalhar é bom — justifica o MC.

Magalhães e o seu apito Foto: Nina Lima / Extra (reprodução)

Músico faz a alegria dos moradores da Zona Oeste

De Magalhães Bastos, o MC chega, com sua bicicleta, a Bangu, Santa Cruz e até Guaratiba.

— Sempre o vejo na rua assim, alegre. Ele faz a felicidade do povo — comenta a cantora Zilda Popy.

A empresária Adriana Bastos, de 39 anos, também conhece a popularidade de MC Magalhães.

— Ele para tudo, nos faz lembrar a época do Baile do 1.200 — recorda ela.

A bicicleta onde Magalhães vende balas, chocolates e bombons Foto: Nina Lima / Extra (reprodução)


Fonte: extra.globo.com / Bruno Cunha

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