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O Baile Charme, uma das mais populares manifestações culturais do povo carioca, fica cadastrado, a partir de hoje, como bem cultural de natureza imaterial da cidade. Este registro deverá ocorrer em até um ano da presente data, após os trabalhos técnicos necessários e orientação do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural, quando então será inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão.

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O decreto publicado considera o Baile Charme uma genuína invenção carioca, e destaca a riqueza de sua origem na musicalidade africana, que abriga ritmos como o soul, o funk e o rythim’n blues, da fonte norte-americana, e o choro, o samba e a bossa-nova, criações nascidas no Rio.

O Baile Charme é cultuado, principalmente, na Zona Norte da cidade, seja em clubes, agremiações recreativas e espaços públicos como a área do Viaduto de Madureira.

Projeto Rio Charme:

O Espaço Cultural Rio Hip Hop Charme está autorizado, por meio de decreto, a utilizar a área sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, para eventos do Projeto Rio Charme. O espaço designado fica entre a rampa de descida do viaduto, que desemboca na Rua Carvalho de Souza, e a Rua José Pereira.


Fonte: Prefeitura do RJ

Imagem: Mapa de Cultura RJ (Reprodução)

Vinte e dois anos reduto carioca da música black, o Baile Charme reúne até duas mil pessoas aos sábados, sob o viaduto Negrão de Lima, conhecido por Dutão, em Madureira, na zona norte da cidade. É outro Rio de Janeiro a ser descoberto. Na pista central, coreografias de passos combinados coordenadas por charmeiros de carteirinha são seguidas por um público que desfila estilos variados da cultura negra, da estética à atitude. No palco, comandam as pick ups djs de hip hop, rhythm and blues e soul.

O Dj Michell, um dos fundadores do evento, explica que o termo charme foi cunhado pelo DJ Corello,  entre 1979 e 1980, em um baile que acontecia no clube Mackenzie. No set de música lenta, Corelo falava para a plateia: “chegou a hora do charminho, transe seu corpinho bem devagarinho”, relembra Michell. O Baile Charme surgiu com um grupo de camelôs do viaduto de Madureira que também gostavam de discotecagem. O nome de batismo foi Projeto Charme na Rua e contou com apoio do renomado DJ Malboro, que emprestou os equipamentos. Hoje o Baile Charme já está na terceira geração de charmeiros do viaduto, netos dos primeiros freqüentadores do Dutão.

É uma tradição do Baile  homenagear charmeiros de destaque com o Prêmio Halley, uma referência a um dos frequentadores mais antigos do espaço. Já levou o Halley, por exemplo, o dançarino Fly, hoje coreógrafo da tv  Xuxa. Fly, ex-integrante do grupo You Can Dance, também mantém um site na internet (http://dancecomfly.com.br/) onde disponibiliza espaço para charmeiros poderem mostrar seu talento e terem oportunidades de trabalho.

A área embaixo do viaduto Negrão de Lima é ocupada durante o dia por camelôs. Na terceira quinta-feira do mês, acontece durante a noite o projeto de jongo e ciranda Companhia de Aruanda. Nas noites de sábado,  entre as duas rampas de carros que dão acesso ao Viaduto Negrão, a área é ocupada pelo Espaço Cultural Charme, criado por lei pela Câmara de Vereadores do Rio em 2000 para promoção dos ritmos charme e pagode. Durante os bailes, são vendidos cds de grupos de charme e há barraquinhas de salgadinhos e caipirinhas incrementadas.

Serviço

Endereço: Viaduto Negrão de Lima, Madureira, Rio de Janeiro

Horário de Funcionamento: Sábados, a partir de meia-noite

 

Fonte: Mapa de Cultura RJ

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