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Funk Carioca

Patrimônio Imaterial - Rio de Janeiro

Segundo a escritora carioca Heloisa Buarque de Hollanda, o principal fenômeno cultural do  início do século é a afirmação das vozes da periferia urbana no mercado cultural. O funk  nascido nos morros do Rio de Janeiro – que deita sobre a bateria eletrônica letras falando de danças, transas e brincadeiras -  faz parte deste fenômeno. Gera festa e polêmica na cidade.

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Os funkeiros de carteirinha destacam seu caráter libertário e dizem que o erotismo do batidão substitui a violência. Associados ao tráfico e à violência nas favelas do Rio, os bailes chegaram a ser proibidos e ganhar uma série de restrições. Houve uma forte reação dos músicos e organizadores de eventos. O funk carioca foi execrado por intelectuais e pesquisadores, mas também ganhou defesas por seu poder de integração. “Ele é menos circunscrito e territorializado do que o rap paulista, ainda que louvado por sua dicção revolucionária”, aponta a escritora Heloisa.

Em 2008, uma lei estadual garantiu ao funk a definição de movimento cultural e, em 2009, foi revogada lei estadual que criava regras mais rígidas para a realização dos bailes funk do que para eventos de outros ritmos. Hoje o funk deixou de ser uma música típica da periferia carioca. O Rio é grande produtor de funk e MCs, e a pacificação dos morros trouxe de volta o batidão, frequentado por jovens da periferia, da classe média e por turistas estrangeiros.

O baile do clube Emoções, na Rocinha, faz parte da extensa lista de festas que acontecem de norte a sul da cidade. Nas noites de domingo, costuma reunir até mil frequentadores, e promove encontro de várias equipes de som. Os funkeiros fazem o público descer até o chão. Rapazes dançam sincronizadamente os populares passinhos. O traje obrigatório das meninas é o vestido justo que termina no bumbum e salto plataforma. Em cima deles, descem e sobem, sobem e descem os quadris, ora freneticamente, ora bem devagarzinho. Emoção garantida para quem curte o “pancadão”.

 

Fonte: Mapa de Cultura RJ

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